GRADUAÇÃO: LICENCIATURA EM FILOSOFIA (2010) E ESPECIALIZAÇÃO EM FILOSOFIA GERAL PELO INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE SALGUEIRO (2009). TEOLÓGICA, PELO SEMINÁRIO PRESBITERIANO FUNDAMENTALISTA DO BRASIL E PÓS GRADUAÇÃO EM TEOLOGIA SISTEMÁTICA PELO SEMINÁRIO DE FORMAÇÃO ACADÊMICA TEOLÓGICO EVANGÉLICO, 3 LIVROS PUBLICADOS (UMA FILOSOFIA POPULAR NO SERTÃO, POESIAS:UMA MELODIA SOB O LUAR DO SERTÃO E VIDA ABUNDANTE EM JESUS) E UM ARTIGO ( A PESSOA DO LÍDER E SUA AÇÃO SOBRE O GRUPO) NA REVISTA ACADÊMICA (ÁGORA - ISES).

 

SAUDADE! SUA SIGNIFICAÇÃO AO MODO DE VIDA.

 

Ricardo Davis Duarte

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil

Professor de Filosofia do ISES em Salgueiro - PE

 

 

Estive pensando sobre a saudade e entendi que possuí-la pode significar, algumas vezes, um profundo sentimento de medo. Saudade também pode indicar o tamanho da indignação de um indivíduo ao processo natural de aparecimento e mudança, que com o passar do tempo, se desfaz como um algo existente. Entendi também, que o sentimento saudoso no ser humano, provoca o desprazer à vida com desprezo ao que lhe resta de coisas em sua vida. Finalmente, a saudade pode criar uma expectativa que, de tal forma, leve o individuo a desejar ter novamente em seu convívio, a coisa que lhe é de direito, mas que por algumas circunstancias existências está fora do seu alcance. Saudade! A saudade da espera que maltrata, leva o indivíduo ao desejo que se resguarda, com profunda dor de impressão de abate. Ainda que existissem palavras ao seu significado, não seriam de exposição real ao que de fato ela representa, quando, em ação a vida humana lhe traz o tormento. A saudade é sentida individualmente, mesmo que a sua razão em existir, seja de motivo a outros sentirem a sua própria saudade. Mas, ainda que demonstrada, nunca é compartilhada em seu tormento, em sua essência, pois, cada um, em seu modo de vivê-la, faz dela o motivo de seus medos ao que se possa imaginar do outro que está distante, ou daquilo que se perdeu de seu convívio, ou ainda, daquilo que o faz esperar sem nunca dizer o motivo da demora em chegar. Quando sentida profundamente, deixa de ser um simples sentimento de dor pela ausência, tornando-se angustia por impressão do que se imagina ter perdido. Neste caso, na mente humana, ela é motivada pelo medo de ser esquecido, pelo medo de perder o outro de vista, pelo medo de ser substituído em meio ao devaneio da mente estonteada em seu afastamento, pelo medo de não mais encontrar o que antes tinha por certo em sua vida, presente em sua realidade e ganho em sua totalidade. As coisas aparecem e desaparecem por questões simples, elas são mutáveis, e, naturalmente o que se manifesta, se faz de forma pausada, demorada, continua, sendo um algo de se esperar a tudo e a todos os finitos. O indivíduo deveria aceitar esse processo natural, mas, diferentemente faz das mudanças e do desaparecimento das coisas, o motivo do despertar da dor da saudade. A indignação a esse processo emerge, antes, da descoberta de sua impossibilidade em fazer as coisas serem para sempre, em não conseguir fazer eterno, os momentos bons e prazerosos da vida. A indignação vai além do fato de não poder ter, pois, na verdade, repousa no fato de compreender que o não ter mais, é por não poder fazer que a coisa seja um sempre eterno na sua vida. Já falei do medo e da indignação resultante da saudade, agora falo do desprazer que dela emana ao indivíduo atormentado por sua força inibidora. A saudade pode produzir um sentimento de revolta ao indivíduo que sofre. Este sentimento levará o indivíduo a fazer descaso ao que lhe resta á vida, impedindo-o de identificar valores nas coisas outras que dantes ele conhecia, já que sempre estiveram em seu convívio. A tristeza que o abate, veta a sua visão de continuar a perceber as outras coisas que lhe restam, pois, ainda que a imagem da coisa antes percebida e definida permaneça na consciência, cada momento de contato com as coisas que se apresentam, é um algo novo que requer da consciência uma predefinição do que possui das imagens antes percebidas e definidas em contraste com o que agora se apresenta. Então, a mente do individuo que vive a intensa saudade, pode ser impedida de enviar a razão o que está na consciência e dizer de sua significância em seus valores a sua vida, por imaginar da imagem apenas do que se tem saudade, tornando a nova imagem imperceptível a sua mente. Por fim, faço citação da saudade que provoca expectativa ao indivíduo. O desejo pode provocar o indivíduo a travar uma luta como se fosse sua ultima batalha de solução única, escolha absoluta ao seu querer, e ação definitiva a conquista do que ele acredita ser seu de direito. Não se espera o que não se acredita existir. E não se espera o que não se confia como um algo que haverá de vir. Tão pouco, não se espera o que não se acredita lhe pertencer, ainda que todos o queiram também, mas que se espera ser seu, absolutamente seu. A saudade produz a expectativa ao que virá amanhã do tão sonhado reencontro. Eis a Saudade em seus efeitos. Dizer de seu significado ao indivíduo em seu modo de ser, pode ser mais do que lhe definir como um sendo fora desse indivíduo. Mas é de se esperar que outros vejam além do que eu consegui enxergar e contribuam mais do que acredito ter-lhes feito com meus pensamentos. Enquanto, vivamos nossa saudade em seu tempo de medo, indignação, dor e espera.

 

 

A IMPORTÂNCIA DO OUTRO PARA SI

 

 

É difícil formular com exatidão uma idéia que diga da ligação entre pensamento, tempo e espaço, quando nos referirmos à relação de um individuo com o outro. Ao observarmos o valor da presença do outro para si, em sua aproximação pela amizade com estreitamento na relação por intimidade contida a dois em uma mesma esfera de vida, entendemos que ele procura nas suas partes, mais do que o erro; procura mais do que a falta; procura mais do que a disforme imagem da beleza do amor mal vivido. Quando o sujeito percebe o outro em suas partes da imagem que se mostra, necessariamente nega a si mesmo em seu conceito de perfeição, passando a compreender o outro como é, sem interferência de si mesmo como sendo. Ele vê o outro descobrindo não apenas o diferente, mas também, o igual que pode com sua presença ser inserido no processo de vida de si como sujeito; como o que se faz necessário para a sua continuidade como um ser que precisa perpetuar o de si na existência. É preciso dizer que não podemos continuar a existir sem um outro fora de nós. O outro é o que faz do sujeito a figura de valor quando lhe conceitua como sendo do que foi percebido por ele. O outro é o indicador do que o sujeito de si mesmo representa em suas partes na existência. Essas partes, como experiências vividas, tornam-se os registros do que o outro guarda do sujeito que se expôs, quando se fez entendido em tudo do quanto foi possível se mostrar para que fosse percebido dele. Sem o outro, tudo que se faz será para o momento de si mesmo, não podendo em seu resultado ser lembrado em seu feito como marco na existência, ainda que, quando por outro for desfrutado. Quando se faz e revela do que se faz, apresenta ao pensamento do outro, o tudo que ele é como idealizador e realizador na experiência da vida. O espaço que pertence ao sujeito, não se desfaz pelo que se diz das coisas como sendo apenas resultado do acaso das coincidências, se um outro estiver presente como testemunho do que o sujeito representou para a idealização, realização e construção das tais coisas na existência. O espaço é deformado no tempo quando o sujeito não for perdurado pelo outro em seu dito do que percebeu dele. A relação de um individuo com um outro, não se resume a uma mera convivência no espaço, ocupado apenas no tempo de cada experiência vivida, mas na concretização de uma aliança com troca de sentimentos e informações, com resultado de ações e perpetuidade da imagem do que um do outro se percebeu e em seu pensamento se faz presente para sempre. Então, o sujeito depende do outro em sua percepção para ser lembrado no que é na existência, ainda que seja o que é independentemente do que se diga dele, mas para que seja eternizado na memória dos que fazem parte do processo de vida na existência.

 

 

 

 

Ricardo Davis Duarte

 

A VERDADE EM SUA DESCOBERTA

Interpretação do pensamento de

Marilena Chauí em seu livro

Convite à Filosofia

 

 Não podemos tratar das idéias como uma formação de conceitos a que devamos aprender. É preciso querer verdade, e descobrir em seus encontros das partes de variação ou não, o verdadeiro que lhe finaliza como autentica ao em vez de falseada. Querer verdade para a construção do conhecimento pela definição do que é verdadeiro e falso é o desejo de todo filosofo em sua instrumentalidade a filosofia. Quando buscamos verdade, não podemos admitir a ignorância como resposta definitiva ao que queremos para o saber, pois caso for, será o mesmo que concordar com o não saber o que, do que e para o que, da coisa que é. Quando aceitamos a ignorância como final de nossa busca por verdade, admitimos não existir verdade conhecida ou entendida sobre o observável, com impedimento à possibilidade de ser o que é como identificado e definido sobre a coisa, tornando-nos ignorante de que não sabemos que de fato não sabemos tudo que haveremos de saber. O saber verdade confere as coisas um sentido dentro da realidade, ditando a ignorância o que é falso e o que é verdadeiro das coisas em sua existência, do que foi, do que é e do que em seu provável será. Acredita-se que o querer verdade não é resultado do incomodo ao que se descobre como tal, mas a necessidade de saber mais sobre ele, o objeto,  como ser, e em suas partes como variantes, dando explicações lógicas diante da interpretação que se tem dele, para então, aplicar o seu significado à realidade. A duvida sobre a verdade obtida não é o desgosto pelo que se sabe, mas a necessidade de entender qual o verdadeiro do que se descobre e define como verdade, tanto que, Descartes declarou que toda verdade obtida deve se submeter à medida de averiguação da dúvida, e afirma que o pensamento é a única verdade indubitável dizendo: “Penso, logo existo”. Com isso, ele diz que o pensamento é a única coisa real a que se deva acreditar ser, e o que será deve ser a partir do que se pensa com consciência e razão, já que mesmo duvidando de que penso eu preciso pensar que duvido que penso, então continuarei pensando em busca de entendimento ao que penso sobre a coisa em minha consciência do que foi construído como conhecimento pelo que se observa e averigua do tal objeto da realidade. É preciso ter cuidado para que as verdades descobertas, avaliadas e justificadas não se tornem dogmas a nossa mente, como definição das coisas a que não se deva contrariar. Sócrates tinha desconfiança das opiniões e crenças em suas definições, não por ser contrario as suas verdades, mas por querer mais verdades e os seu verdadeiro, pois na definição da verdade como sendo indubitável, existe a possibilidade do erro de dogmatizarmos o conceito com sendo do que não sendo o que de fato significa à realidade. Questionar sobre o que definimos da busca do verdadeiro em suas partes, não impede o seu significado do que é em si como tal, em espécie, forma e conceito. Mas, dizer do que, como verdade indubitável do que já sabemos, do que falta saber do que ainda não descobrimos, é fazer do que dizemos ser, a medida do que ainda não descobrimos em sua totalidade como ser. Não podemos tornar nossas verdades sobre a coisa como infalíveis, enquanto não soubermos de sua verdade total e inequívoca, em suas partes e variações como qualidades verdadeiras do ser completo e de seu significado justificado à realidade que se revela. 

Dizer sobre verdade é tão relativo quanto saber o que de fato representa o verdadeiro da verdade, mas saber do que não é verdade é tão necessário quanto entender que as aparências não retratam o que é da realidade revelada. Se não houver evidencias sobre o que descobrimos não haverá entendimento de que o fato é verdade em sua demonstração como definição ao que representa na realidade revelada. Verdade não é tão simples de dizer quanto uma opinião que se tem, pois como conhecimento das coisas que significam o que são, será universal e necessária de poder a permanência do que se define com tal. Como diz a filosofia antiga, verdade é saber sobre a coisa em sua propriedade estrutural, em sua relação com o outro como objeto da realidade e em sua qualidade como essência necessária. Sem verdade somos meros expectadores num mundo sem a certeza das coisas como são em seu ser.

 

FALANDO SOBRE FENOMENOLOGIA DE HUSSERL

 

Por Ricardo Davis Duarte de João Ribeiro Jr.

 

 

 

Para falar de fenomenologia, antes devemos entender sobre o que vem a ser objeto, já que ele é a coisa em se, ou seja, é o que se faz presente a consciência. A partir do ato que define algo que se percebe, se entende como sendo idéia de objeto que se vê. Em suas formas lhe podem ser classificados de real da existência física, imaginário como ficção e definição como ideal. Por tanto, o objeto é o que se percebe na realidade discutida, que pela observação se espera definição em seu significado.

Dizendo sobre o objeto, agora, passo a definição de fenômeno.

O objeto que se percebe, projeta seus aspectos a consciência que imediatamente procura lhe definir. O aparente do objeto observado atado ao que se apresenta em sua aparência é por tanto o fenômeno. É importante dizer, que a aparência da qual se discute não pode ser do que se mostra a ilusão, do que se tem da imagem do objeto. Já que se entende como o oposto a realidade, porém, necessariamente não dispensando os dados presentes a mente, ainda que, por comparação, mas nunca como idênticos em si.

Então! Fenômeno não é o que aparece pela força das impressões, mas a realidade que se manifesta da coisa. Sendo a própria coisa em si, não só do que se pensa, mas do que se apresenta sem necessidade de falseá-la por construção de hipóteses sobre a relação ligada ao fenômeno ou ligada ao eu, como dizia Husserl em Investigações Lógicas, afirmando por tanto, que a fenomenologia é “uma zona neutra de investigação”, a partir de cada ciência.

A preocupação da fenomenologia está na investigação da “pura universalidade essencial, das vivencias apreensíveis e analisáveis na instituição, mas nunca das vivencias de homens e animais apercebidos empiricamente como fatos reais”. Então, ela é a direção de nosso olhar que se volta para as realidades experimentadas a fim de se entender o caráter de como é experimentada. Husserl acreditava que, a força indicadora a certeza sobre a essência das coisas está no intelecto pelo que percebe do objeto investigado.

A sua metodologia, leva ao conhecimento das essências por meio das evidencias, fazendo da investigação a tomada do objeto como sendo fatos individuais, reais ou possíveis. Supõe-se com isso que a idéia da essência do observável seja imediatamente de origem na intuição, pela visão que se tem do algo que se mostra individualmente existente, da apresentação imediata do que se revela de concreto sem a interferência de conhecimento de outras investigações.

Então, a Fenomenologia não se orienta, ou se guia pelos fatos externos ou internos a realidade que se observa o objeto, mas a própria realidade da consciência, aos objetos enquanto intencionados pela e na consciência. É a partir do que se manifesta na consciência que se diz do objeto.

No pensamento de Husserl também encontramos a idéia de que a Fenomenologia é o estudo do Ser enquanto estruturado com sentido diferente, conforme seja visado pela consciência. A cada região que se encontra o objeto é estabelecido a essência ou significado dele. Sendo assim, ao considerar a ontologia uma ciência das essências, ele divide-a em formal, aquela que convêm a todas as outras essências e material, aquela que em sua estrutura tem suas características ônticas próprias. Por isso, as essências configuram campos de objetividades que não podem ser extrapoladas.

 

 

 

FONTE BIOGRÁFICA

JUNIOR, João Ribeiro – Fenomenologia – Pancast Editorial – São Paulo, SP – 1991.

 

 

O VOO SOLITÁRIO DO SABER

  

Nossa primeira experiência de vida é aquela quando se dá no inicio da entrada do espermatozóide do homem, nosso pai, no óvulo da mulher, nossa mãe. Depois de tanta luta por existir o espermatozóide consegue chegar ao seu destino... O óvulo é fecundado. Ao longo dos dias, o coração passa a existir... A bater... Soa fraco o som da vida... O som do que se pode esperar de um outro que venha ser um diferente... Um existente... Um que se desenvolve, que se move. Como ultimo desta forma a se formar aparece o cérebro. Cérebro que ao existir passa a ditar a possibilidade deste ser, em fazer do conhecimento o caminho da aquisição do saber das coisas... Aprender sobre o que, de tudo o que possa perceber. Ainda no ventre, este novo ser descobre algumas de suas partes... Descobre em parte o sentimento de dor, medo, angustia... Também o sentimento de amor, paz, prazer... O ventre passa a ser mais do que uma morada... Passa a ter poder de detenção para ele de tudo quanto sua mãe sente e expressa. Começam suas experiências, que adicionadas ao seu primeiro momento, ainda que no ventre de sua mãe, fará nele uma causa de efeito ao bem ou ao mau na extensão de sua relação. Estas experiências na vida em seu aprendizado, fazem ao ser o estado de espírito que ele necessita para continuar sua busca por saberes eficazes ao seu desenvolvimento, ao seu progresso na vida! Desde os seus primeiros dias no mundo, ele começa a sua jornada por aquisição do saber sobre as coisas. São tantas e tão confusas, que ele não se satisfaz com o pouco que descobre. Ele cresce em seu mundo... Cresce em experimentos através do seu modo de descobertas! A família é a maior fonte de estes saberes... É o mundo que lhe cabe em seu desejo, em sua vontade, com força a formação da sua consciência. A escola é a grande provocadora de duvidas a estes saberes... É o instrumento para fazer de suas experiências nas novas descobertas, o fortalecimento de suas certezas. Na escola ele descobre alguns sentidos a sua vida... Amizade e respeito, direito e deveres, liberdade e justiça... Estas experiências tornam-se parceiras para a sua nova fase de relacionamento no mundo... Num outro mundo... Mundo percorrido como se fosse sobre as asas da imaginação a todas as imagens que consegue vê. Então, ele descobre o que quer para si mesmo. Ele passa a entender que o mundo não é tão pequeno como sua família, e tão limitado como sua escola... Existem outras experiências a serem experimentadas... Existem outros saberes a serem descobertos. A sua frente está o mundo universitário! A faculdade constrói, renova e reforma suas ideologias. Ele entende que é o primeiro passo para o encontro com as respostas que tanto procurou. Quantas coisas novas ele precisa saber ainda! Quantos paradigmas precisam ser quebrados! Algo maior do que tudo que lhe foi revelado, ele entende que se será descoberto: Ele entende que precisa conhecer de si mesmo muito mais do já conseguiu descobrir até agora. Na faculdade ele passa a experimentar o prazer da pesquisa e o desprazer da adversidade. Como ele, todos querem ser, segundo as suas próprias possibilidades em fazer do conhecimento o caminho da aquisição do saber das coisas. Ele entende que o tanto quanto o outro fizer mais, mais ele ficará para traz. Então, ele descobre também, que está só numa jornada de campeões! Ele percebe que não é o único que sabe, e mais, percebe também que precisa ser o melhor de tudo que diz respeito ao saber. Ele percebe que possui como se fossem asas que o levam num vôo solitário ao saber. O vou solitário do saber por si para o outro! Pois, sua luta por chegar ao seu alvo, ainda que esteja cercado de tantos outros, não pode ser divida, não pode ser atrelada... A conquista que se obtém na jornada do conhecimento é própria de cada individuo. Ela é para beneficio primeiro seu, mas, de experiência a ser compartilhada com o outro que lhe segue, que dentro da capacidade que possui, também usará da possibilidade em fazer do conhecer o caminho da aquisição do saber das coisas. Quem alcança o objetivo proposto a sua vida, faz o seu mundo se enriquecer de idéias para novas frentes de jornada e relação com as coisas em experimentos ao gosto da certeza de si. Cada ser é responsável por si mesmo ao que escolhe e determina a sua vida; cada um faz do seu desejo e de sua vontade por sua consciência, o que lhe cabe como individuo próprio; cada um, individualmente, que se faz presente a vida em sua existência é digno de honra com mérito de diploma, por ter feito a tal jornada neste vou solitário do saber chegando ao seu fim. A todos que buscam o saber, que fazem da sua vida um espaço para novas descobertas, que tornaram a sua existência um marco a continuidade e progresso do conhecimento, façam do momento de cada conquista o enlace de relação eterna com o que será para a vida em seu fim. Que o Senhor Jesus seja o selo da confirmação do êxito que tens a cada conquista.

 

 

POR ISSO QUE SÓ SEI QUE NADA SEI

 

  O saber é uma busca constante, já que a sabedoria ultrapassa nossos limites de capacidade mental e não temos como percebê-la na sua totalidade. O fato é que o verdadeiro sábio é aquele que se coloca na posição de eterno aprendiz, que se curva à necessidade de aprender sem medir o que já obteve como conhecimento. É partindo desse princípio que todos somos ignorantes, pois por mais que saibamos, nunca saberemos tudo de tudo sobre as coisas. Portanto, o saber é um desafio aos mistérios da vida! É por meio dessa frase que podemos entender o tamanho da ignorância que possuímos diante das coisas do mundo, mesmo que estudemos a vida inteira, ainda assim existirão coisas que jamais descobriremos em sua totalidade, ou seja, por mais que saibamos muitas coisas, não significará que chegamos a algum lugar satisfatório do saber e que, por essa razão, não teremos chegado a nada, perto de tudo o que ainda temos para conhecer. Com isso entendemos que por mais que busquemos as respostas de várias questões, nunca conseguiremos achar a resposta completa delas, com isso, compreendemos que a grande verdade é que as coisas são mais profundas do que podemos ver, mais interiores do que podemos atingir, mais complexas do que podemos entender e definir. Sendo assim, a sabedoria maior parte do que se pode conhecer através dos olhos de Deus, pois a nossa inteligência humana tem limite em seu alcance e poder de definição. Tanto que a filosofia apenas nos ensina a interpretar as coisas para podermos tirar nossas conclusões. Acreditamos ser essa a razão de Sócrates dizer que sua sabedoria era limitada a sua própria ignorância e que os atos errados eram as conseqüências desta ignorância.

 

 

SOCIEDADE EM PRISÃO